quinta-feira, 16 de abril de 2009

Supersassá - o herói de Itajubá!


Há muito tempo atrás, em uma galáxia muito, muito distante... eu estava fazendo a pesquisa para o site Brasilverso, catalogando todos os super-heróis brasileiros de que tivesse notícia. Vários amigos me ajudaram, e um deles (valeu, Caed!) me falou do Supersassá, que agora apresento a vocês.

Toda cidade tem o herói que merece. Gotham City tem o Batman, Nova Iorque tem o Homem-Aranha, e Itajubá tem o Supersassá. Vindo de um planeta distante, que explodiu enquanto ainda era um bebê, Supersassá conta com poderes incríveis, como a força proporcional à de DOIS homens!

Não vou mentir para vocês, as HQs do Supersassá são muito toscas! Assim, desenhadas em Paintbrush mesmo. Mas eu me amarro! A página do personagem não traz informações sobre sua criação, mas acredito que tenha saído da cabeça de algum maluco da UNIFEI (Universidade Federal de Itajubá). Isso me lembra muito o nascimento do PD 2099, que surgiu em homenagem (ou seria zoação?) a meus amigos de ensino médio. Falando nisso, quem ainda não conhece o PD 2099, faça o favor de clicar aqui.

O melhor do universo do Supersassá são os coadjuvantes. A primeira história começa um pouco arrastada, por isso sugiro que comecem lendo a aventura "Os Super Colegas", que apresenta os heróis mais bizarros que já vi na vida! E já deixo claro que meu personagem preferido é o Uruca, o vilão mais legal de todos os tempos.

Vale a pena (ou será que não?) conhecer o Supersassá. Clique aqui para acessar a página do personagem.

Um abraço.
Continuem vigilantes.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Mudando de assunto... malandragem!!!


Welcome, true believers!!!

Na última postagem eu disse que trataria de uma comparação entre duas HQs nacionais. De uma delas eu gostei bastante, a outra me decepcionou um bocado. Mas acabei deixando essa idéia pra lá por causa de um defeito meu: eu posso não ter gostado da segunda revista, mas tenho um sério problema quanto a falar mal das coisas. Primeiro porque fico pensando se a pessoa que a escreveu não vai ficar chateada (o que chega a ser pretensioso da minha parte, é verdade), e segundo porque eu não sei se faria melhor. Então, deixemos esse assunto pra lá, e vamos falar de outra coisa.

Essa semana, conversando com um amigo, me lembrei de uma história antiga do Zé Carioca que eu li quando criança. Nessa HQ o papagaio estava desgostoso por estar perdendo sua lábia, sua ginga, sua malandragem. Já não conseguia mais levar ninguém na conversa, nem passar a perna em cobrador. Foi aí que seu amigo Nestor (cá pra nós, o Nestor é um corvo ou um urubu?) lhe indicou a solução: se consultar com Mestre Jeremias! Mestre Jeremias era simplesmente o maior malandro carioca de que já se teve notícias, então Zé decide procurá-lo para umas aulinhas de reciclagem.

Encontrar o Mestre não foi nada fácil, pois seu barraco ficava no topo da favela, lá no alto de um morro muito íngreme. Depois da escalada o Zé bate na porta do barraquinho e é recebido por um cara meio estranho, usando uniforme. "Mestre Jeremias?", ele pergunta. "Não, eu sou o ascenssorista." Pois é, o barraco era só a entrada pro elevador que levava à mansão do Mestre, DENTRO do morro! Daí em diante tudo fica ainda mais maluco, as aulas são todas muito engraçadas (lembro do Zé aprendendo a se disfaçar de CINZEIRO para fugir de cobradores). O fim da história pode até ser meio previsível, mas valeu boas risadas, com o Mestre procurando pelo Zé na Vila Xuripita: depois da reciclagem o papagaio retorna à boa forma de tal maneira que dá o calote no Mestre Jeremias e se manda sem pagar o treinamento.

Lá se vão pelo menos uns 15 anos desde que eu li essa revista, mas a história foi inesquecível. Do mesmo jeito que não me esqueço das histórias do Peninha (minhas preferidas eram aquelas em que ele trabalhava como escritor de histórias em quadrinhos para o suplemento do jornal "A Patada", do Tio Patinhas), as do Urtigão (que era um caipira rabugento, de barba longa e branca), e muitas outras produzidas pelos estúdios da Editora Abril em boa parte dos anos 80 e 90. Quem foi criança nessa época sente saudade.

Fim da sessão nostalgia. See ya.

terça-feira, 17 de março de 2009

Mais notícias tristes

Ressurgindo do limbo dos personagens esquecidos, eis aqui novamente o Coelho Branco, para mais um papo sobre os quadrinhos nacionais.
Um amigo me cobrou a falta de notícias sobre a morte de dois mestres das HQs, Cláudio Seto e Gedeone Malagola. Então, com muito atraso, vamos falar sobre esses dois artistas.


Cláudio Seto faleceu em 15 de novembro de 2008, por causa de complicações decorridas de um derrame. Me envergonho em dizer que conheço muito pouco sobre sua obra - li apenas algumas divertidas edições de Maria Erótica. Seu trabalho mais icônico, porém, é o Samurai. Criado na década de 1960, seu traço lembra muito o famoso Lobo Solitário. Ouvi boatos de que uma compilação do Samurai seria publicada pela Devir. Se isso acontecer, faço questão de conferir esse material tão elogiado por todos que o leram.


O trabalho de Gedeone Malagola, por outro lado, eu já conheço melhor. Ele foi um dos principais autores da Era de Ouro dos quadrinhos brasileiros. O cultuado herói Raio Negro é uma de suas criações, assim como o Hydroman e Homem Lua. Também assinou o roteiro de algumas aventuras do Capitão 7, X-Man, Targo, e muitos outros personagens (confira a ficha de cada um na Enciclopédia de Heróis do site Brasilverso). Em 2002 a editora Opera Graphica publicou seu último trabalho, Lobisomem.
Malagola faleceu em 15 de setembro de 2008, por problemas cardíacos.


Após dois posts seguidos tratando de notícias tão tristes, aguardem para breve (ainda essa semana, espero) a nova atualização do Blog do Coelho Branco. Em nosso próximo encontro, pretendo encarar a árdua tarefa de comparar duas revistas bastante recentes, com estilos muito diferentes... preparem-se para a polêmica. Ou não. :)


Um abraço a todos. Continuem vigilantes.