sábado, 12 de abril de 2008

Apresentando o Brasilverso



Saudações, pessoal. Aqui mais uma vez é o Coelho Branco, tirando uma folguinha no combate ao crime pra bater um papo com os amigos do Brasilverso.

O assunto de hoje deveria ter sido tratado no primeiro post, mas eu estava tão empolgado com a nova e luxuosa edição da Mirza que acabei me atropelando todo. Com um pouco de atraso, então, deixe eu falar um pouco sobre o nosso amado site dedicado aos quadrinhos nacionais.

A história é a seguinte. Logo que comecei a ler o RPG Mutantes e Malfeitores (na época ainda em sua edição em inglês, Mutants & Masterminds) fiquei empolgado com a idéia de criar meu próprio cenário. Uma espécie de "o que aconteceria se os super-heróis existissem de verdade?". Decidi então situar o cenário no Brasil e criar todo um rol de super-heróis brasileiros. Só depois eu comecei a pesquisar e me dei conta que super-heróis brasileiros JÁ EXISTIAM, e aos montes!

Pouquíssima gente sabe – mesmo entre os maiores fãs de quadrinhos – mas o Brasil possui seus próprios super-heróis. Muito tempo atrás as bancas de jornal fervilhavam com as revistas em quadrinhos de personagens brasileiros como o Capitão 7, o Judoka, Raio Negro e muitos outros. Foram personagens extremamente populares em suas épocas, mas que com o tempo desapareceram. Existem também os novos heróis nacionais, publicados em fanzines, páginas da Internet ou em revistas pouco conhecidas, de tiragem limitada. Acho injusto que o trabalho de tantos artistas brasileiros permaneça esquecido enquanto os super-heróis estrangeiros usufruem de um espaço absurdamente maior entre os leitores. Foi pensando nisso que finalmente nasceu a idéia deste site.

Existem, espalhados pela rede, dezenas de sites e blogs mantidos por leitores apaixonados que se recusam a deixar que os heróis nacionais desapareçam. Com esse mesmo espírito, o Brasilverso ousa a se propor como a maior e mais completa base de dados sobre os super-heróis brasileiros. Claro que, para atingir esse objetivo nada modesto, precisará da ajuda de todos os que estiverem dispostos a colaborar com mais informações, novos personagens e muito mais. Ou seja, trata-se dum universo em expansão, construído para os leitores e pelos leitores.

Não deixe de participar: suas críticas, sugestões e colaborações são muito, mas muito bem vindas mesmo. O site ainda está meio cru, meio desconjuntado... temos muito para melhorar e sabemos disso. Mas podem ter certeza que tudo é feito com muito carinho pra você.

Um abraço, e até a próxima.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Primeiro review: 40 anos de Mirza


Salve, salve, pessoal. Aqui quem vos escreve é Coelho Branco, o implacável vigilante de olhos vermelhos e pêlo branquinho. Para meu primeiro post, escolhi como tema uma revista bem recente, que ainda pode ser encontrada nas bancas: o especial de 40 anos de Mirza.

Nunca fui muito fã de revistas de terror, que hoje estão meio sumidas, mas existiam aos montes durante minha infância lá pelo começo da década de 80. Quando comecei minhas pesquisas para o site, porém, fui obrigado a conferir as histórias da vampira (ou melhor, 'mulher vampiro'). Foi uma ótima surpresa, nem tanto pelas histórias (que não são ruins, mas também não são extraordinárias), mas pelos fantásticos desenhos de Eugênio Colonnese. Mirza é uma mulher sofisticada, elegante e sedutora. O traço de Colonnese passa todas essas impressões, conferindo charme e credibilidade à HQ. O artista, que continua em atividade, também foi responsável por outros personagens clássicos dos anos 60, como o alienígena Mylar.
Em '40 anos de Mirza', como é ressaltado em sua introdução, a arte está um pouco diferente do usual, um tanto quanto 'suja', mas mantém o inconfundível brilho de Eugênio Colonnese. As histórias são simples e cativantes, e revelam detalhes interessantes sobre a condessa (como o seu nome verdadeiro e sua relação com outras criaturas da noite). O capricho da Editora Mythos foi um show à parte: papel especial, textos informativos sobre a personagem e seu criador, capa cartonada com detalhes brilhantes. O único porém é que tanto luxo acabou deixando o preço (R$ 19,90) um pouco alto demais para atrair leitores de primeira viagem. Colecionadores como eu, por outro lado, com certeza vão comprar sem medo – e sem arrependimento – esse belo exemplo de quadrinhos nacionais de qualidade.